06
2026
UFGD encerra o XX ENEPE 2026 com 874 trabalhos apresentados
A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) encerra, nesta sexta-feira, a 20ª edição do Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão (ENEPE), o maior evento de divulgação acadêmico-científica promovido anualmente pela instituição. Nesta edição, o evento registrou a participação de 2.295 pessoas inscritas e 874 trabalhos apresentados, entre pesquisas científicas, projetos de extensão, atividades de ensino e produções da área cultural. O encontro se consolida como a principal oportunidade para conhecer a diversidade de trabalhos desenvolvidos por docentes, estudantes e técnicos administrativos da universidade.
Iniciação científica
Do total de trabalhos, 517 são de iniciação científica — pesquisas realizadas por estudantes nos primeiros anos da graduação, sob orientação docente. Um dos banners apresentados foi o da acadêmica de Nutrição Gabrielly Barcelos da Silva, que investigou a relação entre consumo de proteína e saúde óssea em adolescentes praticantes de natação. "Todo mundo sabe que a adolescência é um período em que nós estamos crescendo, inclusive na nossa estrutura óssea. A pesquisa da qual participei foi realizada com adolescentes que praticam natação, um esporte que não tem tanto impacto no sistema esquelético. O que verificamos no estudo é uma associação entre maior consumo de proteína com uma maior densidade mineral óssea. É importante destacar que os dados que coletamos não nos permitem afirmar, com rigor científico, que ingerir mais proteína resulta em ossos mais fortes em todos os adolescentes. Esse é um projeto de iniciação científica, com uma amostra pequena, cujo intuito era demonstrar essa associação entre fatores pesquisados: adolescentes que praticam natação, saúde óssea e proteína alimentar", explica a estudante.

Gabrielly Barcelos da Silva, estudante de nutrição, apresentando os dados da sua pesquisa em Iniciação Científica.
Extensão universitária
O evento também foi vitrine para 199 projetos de extensão — ações que a comunidade acadêmica desenvolve em parceria com escolas, bairros, comunidades e empresas. Entre eles está o IDVerde, aplicativo que identifica plantas da região. "Esse aplicativo vai ajudar as pessoas a reconhecer a biodiversidade da nossa região. Será possível tirar uma foto da planta e o aplicativo vai identificar a espécie e quais os cuidados necessários para cultivá-la", explica Ana Júlia Peraçolli, estudante de Engenharia de Computação. Para Gabriel Friol Xavier de Barros, aluno de Sistemas de Informação, o projeto aproxima a formação da prática profissional: "O projeto nos permite colocar em prática os conhecimentos teóricos que aprendemos em sala de aula, então, ele já é quase uma experiência profissional na qual a gente materializa o nosso aprendizado".
A experiência também fortalece competências valorizadas pelo mercado, segundo Wanessa Pelegrino dos Santos, também estudante de Sistemas de Informação: "Estamos em uma equipe em que desenvolvemos tecnologias em linguagens de programação diferentes. Então, é um desafio no qual nós aprendemos muito uns com os outros". Já Heitor Pardinho Romeiro, acadêmico de Engenharia de Computação, ressalta o papel social da extensão: "A extensão universitária é levar aquilo que a gente aprende na faculdade para a comunidade externa, produzindo algum conhecimento ou ferramenta que seja relevante para a sociedade. Nosso projeto é interessante primeiramente porque ele promove um diálogo transdisciplinar, no qual nós da área de tecnologia estamos colocando nossos conhecimentos à disposição para uso de quem pesquisa ou gosta da área de ciências biológicas. Além disso, nós estamos fazendo um aplicativo que qualquer pessoa pode usar, um aplicativo que valoriza a biodiversidade local e que pode auxiliar e estimular pessoas a cultivar plantas nativas da nossa região".

Apresentando o aplicativo de celular IDVerde: Gabriel Friol Xavier de Barros e Wanessa Pelegrino dos Santos, estudantes de Sistemas de Informação, e Ana Júlia Peraçolli e Heitor Pardinho Romeiro, acadêmicos de Engenharia de Computação.
UFGD nas escolas públicas e na comunidade
Ao longo do ENEPE, professores e estudantes dos cursos de licenciatura da UFGD também apresentaram projetos de ensino voltados ao aprimoramento da aprendizagem nos níveis fundamental, médio e superior. As acadêmicas de Ciências Biológicas Amanda Pereira Albuquerque e Maria Eduarda Pereira Porto apresentaram iniciativa desenvolvida com turmas do 6º ano de escolas públicas, utilizando maquetes, jogos e brincadeiras para trabalhar temas de ciências naturais. "Um dos momentos mais marcantes foi o último dia, em que fizemos as atividades do projeto, as crianças e as professoras organizaram uma despedida para nós. Isso me mostrou que a escola é um espaço não só de aprendizado, mas de criação de vínculos afetivos, e isso vai marcar meu trabalho como professora futuramente", avalia Maria Eduarda.
A programação do ENEPE incluiu, ainda, projetos da área cultural. A professora Jacqueline da Silva Nunes, do curso de Educação Física, esteve com duas alunas apresentando projetos de extensão que reúnem dança, cultura e atividade física, oferecidos gratuitamente à comunidade de Dourados: o Grupo de Dança Travessias, que atua há 10 anos junto à comunidade acadêmica, e o Vivências em Dança de Salão, que já formou mais de 300 pessoas em aulas gratuitas na cidade. Outra iniciativa apresentada é o AMAI — Atendimento Multidisciplinar para o Adulto e Idoso em Busca da Longevidade, que tem como objetivo promover o envelhecimento saudável, ativo e participativo por meio de atividades de Educação Física, Saúde, Nutrição, Arte e Cultura.
No total, a 20ª edição do ENEPE contou com 1.337 estudantes de graduação, 324 estudantes de pós-graduação, 311 docentes, 44 técnicos administrativos, além de 115 estudantes de outras instituições de ensino e 105 estudantes do ensino médio. Realizado anualmente pela UFGD, o evento reafirma o compromisso institucional com a produção de conhecimento e com o retorno à sociedade dos investimentos em educação pública.
Divisão de Jornalismo e Divulgação do Conhecimento – DJOC/DADIC/GABRTR/UFGD

No total, a 20ª edição do ENEPE contou com 1.337 estudantes de graduação, 324 estudantes de pós-graduação, 311 docentes, 44 técnicos administrativos, além de 115 estudantes de outras instituições de ensino e 105 estudantes do ensino médio.

A professora Jacqueline da Silva Nunes, do curso de Educação Física, esteve com orientandas apresentando projetos de extensão que reúnem dança, cultura e atividade física, oferecidos gratuitamente à comunidade de Dourados.

As acadêmicas de Ciências Biológicas Amanda Pereira Albuquerque e Maria Eduarda Pereira Porto apresentaram iniciativa de ensino lúdico de ciências com turmas do 6º ano de escolas públicas.